Revolução Iraniana de 1979
Por Kauan Siqueira e Lucas Alves
Este artigo é resultado de trabalho coletivo. Todos os autores contribuíram igualmente.

Introdução
“Meu país, eu o reconstruirei novamente, se necessário, com tijolos feitos da minha vida”. Esses são os primeiros versos de um dos mais famosos poemas de Simin Behbahani, a “Leoa do Irã”, grande poetisa e ativista iraniana indicada duas vezes ao prêmio Nobel de Literatura. Suas duras palavras de saudosismo e coragem presentes no poema são uma resposta direta à Revolução Iraniana (1979) em curso durante seu processo de escrita, evento responsável por alterar não só a vida da escritora, como também a de todos aqueles que habitavam as terras estranguladas pelo domínio do novo regime autocrático que surgia, como leão faminto com garras e dentes prontos para saciar sua fome por poder. Para entender o que levou um país cuja grandeza, na opinião da escritora, precisava ser restaurada, para um que “foi arremessado imprudentemente ao vento” (discurso de 2009, tradução livre), é necessário se aprofundar nas antigas raízes do país e no modo como essa nação foi se construindo ao longo da história, com tijolos de muitas vidas às vezes derrubados pelo tempo.

Contexto Histórico: Irã Pré-Revolução
Olhando para o Irã atual, a primeira diferença gritante percebida em relação à maior parte dos regimes ocidentais é que a própria estrutura legislativa do país está pautada em princípios oriundos do Alcorão, livro sagrado da religião muçulmana. Ou seja, no país, Estado e religião não andam de mãos dadas: muito mais que isso, são um único corpo, fundido numa instituição que regula a moral e comportamento de todos os cidadãos. Mas nem sempre foi assim.
Durante séculos, o que hoje conhecemos como Irã foi governado por uma dinastia de nobres que se auto intitulavam “Xá”, o que seria equivalente ao que conhecemos no ocidente como rei. Esses nobres, desde o século XVI, buscavam unificar os diferentes povos que existiam sobre as delimitações fronteiriças do Irã através da imposição do xiismo, vertente do islamismo caracterizada pela crença de que, após a morte de Maomé, somente um descendente seu poderia dar seguimento à liderança da comunidade muçulmana. A religião era, então, um dos laços usados pelo governo para criar um sentimento nacional de unidade entre os iranianos.

Esse plano começou a ruir, porém, com o advento da Revolução Industrial e todas as consequências políticas e filosóficas carregadas por ela. De repente, o grande e histórico Irã, que havia resistido à inúmeras intempéries da história, se via ficando para trás diante de países industrializados, capazes de produzir muito mais com sua nova lógica de oferta e demanda. Camadas médias da população iraniana, que tinham mais contato com o Ocidente, passaram a ter sonhos de riqueza: se era possível extrair tanta riqueza do solo que pisavam, porque não o fazer? Se era possível separar Estado e religião, o que os impedia de aplicar o mesmo em seu país? A insatisfação com esse regime xiita, que consideravam ultrapassado, crescia. Somou-se a isso o fato de que a parcela mais pobre dos iranianos continuava sendo excluída da política, e não ajudava que o Xá desse período conturbado, Xá Mozafar Qajar (1896-1907), cedia cada vez mais à demandas estrangeiras na esperança de sustentar seu estilo de vida extravagante, sendo, portanto, incapaz de responder às reivindicações das diferentes classes iranianas.
Nesse contexto, ocorreu uma grande mudança na história do país: a Revolução Constitucional Persa. Essa Revolução foi responsável por, pela primeira vez, limitar os poderes do Xá através da criação de um parlamento (Majlis) além de ser a primeira constituição do Irã e ainda permitir um florescimento da liberdade midiática no país. O Irã buscava seu espaço em meio à modernidade. Desse modo, assim como em outras monarquias constitucionais, as figuras do Xá e do Primeiro Ministro trabalhariam em conjunto, mesmo que com diferentes funções, para manter a governabilidade do território sob aquele conjunto de leis. A aplicação dessa nova constituição foi conturbada e muito questionada, mas se manteve até 1921, quando novos ventos chacoalharam a estrutura política do país.

em Teerã, que exibe líderes da Revolução Constitucional Iraniana – Fonte: Tehran Times
Mesmo com a deposição do Xá Mozafar, sua dinastia, Qajar, havia se mantido no poder, para insatisfação de grande parte do povo, e quem assumiu foi um Qajar coroado com apenas onze anos, em 1909. Os doze anos após a promulgação da primeira constituição persa, em que o jovem Xá Ahmad Qajar governou, foram repletos de tensões não só para os iranianos mas como para toda a comunidade internacional. Ares de guerra pesavam sobre a Europa e eram carregados ao Oriente Médio. Por mais que o Irã houvesse buscado se abster da Primeira Guerra Mundial, a guerra foi levada ao país: otomanos, russos e ingleses tomaram territórios à força, com a justificativa de usá-los como passagens estratégicas para sua infantaria. Além disso, movimentos separatistas e socialistas inspirados pela Revolução Russa pipocavam em alguns lugares, chegando a organizar até mesmo uma república autônoma não oficialmente reconhecida: a República Socialista Soviética Persa.
Tudo isso fez com que o governo perdesse sua credibilidade entre a população, e que setores militares da sociedade, apoiados pelos ingleses – que estavam interessados no monopólio da exploração do petróleo iraniano e em apagar o incêndio comunista iniciado pela recente URSS, antes que se espalhasse para mais territórios–, tomassem o poder e dessem início à uma nova dinastia. A assembleia constitucional de 1925 instaurou a dinastia dos Xá Pahlavi. Estes, finalmente, seriam os responsáveis por criarem as fagulhas que levariam à Revolução Iraniana.
A Revolução Iraniana de 1979
A Inglaterra havia sido bem-sucedida: o golpe funcionou. Basicamente, o ingleses construíram uma relação comercial desigual com o Irã; de acordo com pesquisas do jornalista americano Stephen Kinzer, a Inglaterra, através da empresa Anglo-Iranian Oil Company, se tornou a única exploradora do petróleo iraniano, mas repartia com o país apenas 16% de seus lucros e ainda cobrava impostos. Essa injustiça não passou despercebida. Logo, pulsava entre diferentes camadas da população um desejo de independência nacional em contrapartida à investidas imperialistas que o país havia sofrido, principalmente considerando a história recente e viva nos corações e mentes dos cidadãos que viram o seu país ser ocupado durante a “Grande Guerra”. A nova dinastia Pahlavi estava perfeitamente ciente dessa insatisfação.
Nesse delicado momento da história iraniana, se tensionavam diretamente dois projetos de nação que já vinham se apresentando nas últimas décadas: por um lado, havia um setor conservador da população, especialmente os árduos defensores do xiismo, que acreditavam que o país estava se perdendo em meio à valores ocidentais, e, por isso, progressivamente se afastava da imagem de civilização que Allah tão claramente deixara explícito no Alcorão. Por outro, haviam os liberais, que enxergavam no Ocidente uma projeção futura do que o Irã poderia vir a ser caso se libertasse de suas amarras religiosas que, na visão dessas pessoas, eram responsáveis pelo atraso do país. E era exatamente isso que os Pahlavi não só defendiam como procuravam propagar. Era o embrião da Revolução Iraniana que surgia nesse momento.
Os Pahlavi, então, se viam encurralados diante do petróleo, mas procuraram modernizar o país em outros sentidos. Por conta de seu passado conturbado com a URSS e com a Grã-Bretanha, o Xá Reza Pahlavi buscou encontrar apoio em outras superpotências, como os EUA, Alemanha, França e Itália. Tal iniciativa se mostrou proveitosa, ao menos inicialmente, pois o país conseguiu aproveitar da ajuda internacional para desenvolver sua economia e propor reformas educacionais e judiciais. Gradualmente, a religião passava a pautar menos da lei, e o governo buscava secularizar a burocracia, indo contra a vontade dos conservadores xiitas. O que para estes era visto como abominação moral, como a revogação da obrigatoriedade do uso do hijab para mulheres, o aumento da idade mínima para casamento, a criação de um sistema público de ensino que substituía o ensino clerical, entre outras reformas que foram propostas, para os Pahlavi e os liberais eram um grande passo em direção ao seu projeto de futuro ideal. Ao mesmo tempo, porém, Reza silenciou a mídia e proibiu sindicatos e partidos políticos, o que se mostrava paradoxal considerando seu objetivo de se modernizar. Além disso, acabou participando de algumas concessões de exploração do petróleo, o que acabou se tornando alvo de grandes disputas entre os nacionalistas iranianos.
A aliança com outros países, porém, logo se mostrou problemática: com o início da Segunda Guerra Mundial, os países que antes ajudavam o Irã mutuamente agora estavam em conflito entre si. Reza optou por manter o comércio com a Alemanha nazista mesmo que isso fosse contra os desejos da Inglaterra, o que culminou numa nova invasão inglesa sobre o país e na deposição do Xá em favor de seu filho, Mohammad Pahlavi.

O novo Xá Mohammad buscou seguir o caminho de reformas de seu pai, mas enfrentou graves crises separatistas e ameaças externas durante seu governo. O maior exemplo disso foi o Golpe de 1953, em que Estados Unidos e Inglaterra, em conjunto, depuseram o então eleito Primeiro Ministro Mossadegh. A ascensão desse político ao poder, que culminou em sua eleição no Majli, foi marcada pelo apoio de uma frente ampla de esquerdistas e de conservadores xiitas que eram perseguidos pelo governo de Pahlavi e buscavam uma alternativa. Mossadegh prometia um futuro diferente: ele queria nacionalizar a indústria petrolífera do país, retirando a Inglaterra do mercado, além de propor outras ações anti-imperialistas que eram pautas populares no momento. Isso logo chamou a atenção do Império Britânico e da sua ex-colônia, fazendo com que orquestrassem um golpe para retirá-lo do poder e colocassem no lugar um Primeiro Ministro que apoiasse a exploração estrangeira do petróleo.
Aproveitando-se do apoio americano, Pahlavi decidiu colocar em curso o seu plano mais ambicioso até então: a Revolução Branca (1963), um conjunto de reformas que visavam transformar completamente o país e o modo como se portava nacional e internacionalmente. Investimento em indústrias, nacionalização de todos os recursos naturais, o sufrágio universal (inclusive para mulheres), alfabetização e, o mais polêmico de todos, a Reforma Agrária, que tiraria terras do clero e da elite em favor de uma maior distribuição; tudo isso fazia parte desse engenhoso projeto do Xá. É claro que os conservadores não ficaram nem um pouco satisfeitos. Como ficar? Se para eles o que ocorria era um projeto nacional de desrespeito às leis mais íntimas à nação iraniana, às leis ditadas pelo próprio Deus. É nesse contexto que surge a figura de Ruhollah Khomeini, um clérigo Aiatolá – título de mais alta hierarquia dado a sábios do islamismo na vertende xiita – exilado do Irã por conta do atual governo.

Khomeini, com um discurso de que a volta do Irã às suas origens islâmicas seria, na verdade, o ato supremo de anti-imperialismo e de supremacia nacional, acabou angariando cada vez mais o apoio da população. Seu exílio o permitiu escancarar para o mundo – e para seus apoiadores –, claramente, os dois projetos de Irã que estavam em disputa na época. Deveria o Irã ser um país a se ocidentalizar, ou deveria voltar às suas origens? Esse questionamento estava no cerne da luta política que Khomeini procurava fomentar entre as pessoas, se abastecendo da raiva acumulada de sucessivas ocupações e intervenções estrangeiras para fundamentar sua argumentação. Na época, se popularizou o termo “Westoxication” (Gharbzadegi), traduzido por alguns como “Ocidentose”, usado para descrever o modo como o Ocidente havia se dispersado pelo Irã como uma doença contaminosa que ia tomando tudo, aos poucos tornando um país, que já foi conhecido por sua rica cultura, uma mera imitação barata de valores ocidentais.
Em janeiro de 1978, em uma ação do aparato de repressão monárquico treinado pelos Estados Unidos, a Savak é responsável pela publicação anônima em um jornal de um texto com duras críticas direcionadas a Khomeini, incitando manifestações de religiosos contra a agência, que são duramente reprimidos. Entretanto, a ação fez com que a adesão às manifestações aumentasse, estendendo-se das classes médias às populares, insatisfeitas com a repressão, corrupção, e desigualdade social do regime marcado pela fome e pelo desemprego.
Já em agosto, ocorreu um incêndio criminoso que matou mais de 400 pessoas no Cinema Rex durante a exibição do filme “Alce”, uma obra com teor crítico ao regime. O local, além da exibição de filmes, servia como ponto de encontro entre pessoas insatisfeitas com o regime, o que levantou diversas suspeitas de que a ação criminosa tenha partido da Savak. Tais suspeitas foram potencializadas devido à execução de pessoas ligadas direta e indiretamente ao caso. Independentemente da autoria do caso, que é desconhecida até hoje, o incêndio enfureceu a população iraniana, que estava cansada da repressão que havia se tornado corriqueira.


Formados por uma grande coalizão que reunia estudantes, religiosos conservadores, nacionalistas e setores operários e urbanos, os protestos se espalharam pelo país e ganharam cada vez maior apoio ao longo do ano e, em 7 de setembro de 1978, uma multidão pedia pela primeira vez a saída do Xá em Teerã, capital iraniana. A revolta ganhou nuances econômicas com a greve dos setores energéticos e petrolíferos, que drenou a maior fonte de receita do regime e paralisou a economia iraniana com uma greve geral promovida por diferentes setores da sociedade. O Xá tem uma reação descoordenada: promete eleições livres e promove a anistia de prisioneiros políticos do regime ao mesmo tempo que institui uma Lei Marcial no país, destinando ao Exército a missão de conter as manifestações.

Em 8 de setembro de 1978, o exército entrou em confronto com os manifestantes, matando 168 pessoas e deixando centenas de feridos, no que ficou conhecido como “Sexta-Feira negra do Irã”. A ação repressiva gerou grande comoção nacional e radicalizou os protestos, que subiram de tom e ficaram mais violentos. Enquanto a situação do Xá se tornava insustentável, Khomeini habilmente se projetou como uma figura unificadora para diversas vertentes descontentes com o sistema político vigente em torno de uma aspiração de uma república islâmica.

Em 12 de janeiro de 1979, mesmo exilado, Khomeini formou um Conselho Revolucionário para supervisionar a saída do Xá e a transição para um novo governo. Quatro dias depois, em 16 de janeiro, o Xá Reza Pahlavi e sua esposa, a imperatriz Farah Pahlavi deixaram o império e foram para o exílio no Egito. Em 1º de fevereiro de 1979, o aiatolá Ruhollah Khomeini retornou ao Irã após quase 15 anos de exílio com promessas de profundas reformas políticas e sociais, sendo recebido por uma multidão de adoradores e simpatizantes. Em 11 de fevereiro de 1979, Shahpur Bakhtiar, então primeiro-ministro iraniano, renunciou e deixou o país após o Exército declarar a neutralidade de seus soldados e ordenar que retornassem aos quartéis, se recusando a reprimir os protestos.


Em 30 de março, em um referendo realizado, aproximadamente 99% da população apoiou a formação de uma República Islâmica. Em agosto, a população elegeu uma Assembleia Constituinte para escrever uma nova Constituição para a República Islâmica, que estabeleceu um Estado confessional, onde a religião interfere na constituição e administração pública de maneira geral. Nenhuma lei civil se sobrepõe à Lei da Sharia, em uma interpretação radical do livro sagrado dos muçulmanos, restringindo a liberdade dos cidadãos e tolhendo direitos principalmente das mulheres e de cidadãos pertencentes à comunidade LGBT+, marcando o início de um Estado teocrático.
Abolhasan Bani-Sadr foi eleito o primeiro presidente do Irã em 25 de janeiro de 1980 e o aiatolá Ruhollah Khomeini comandou o Irã até a morte, em junho de 1989. Ele foi substituído pelo aiatolá Ali Khamenei, que foi nomeado líder supremo do país, posto que ocupa até a atualidade. Ali Khamenei é a autoridade máxima do Irã, ocupando simultaneamente os cargos de chefe de Estado, líder religioso, político e militar.
O Sequestro da Embaixada Estadunidense em Teerã
A invasão da embaixada estadunidense em Teerã ocorreu em 4 novembro de 1979. Estudantes iranianos indignados com o histórico intervencionista dos Estados Unidos na sua política doméstica e apoiadores da Revolução Iraniana escalaram os muros da embaixada armados inicialmente com pedaços de pau e após 3 horas de resistência, invadiram o complexo diplomático e deram início a uma grave e longa crise diplomática.

Os estudantes mantiveram 52 funcionários da embaixada como reféns por 444 dias e exigiam a extradição do Xá ao Irã para enfrentar julgamento pelos seus crimes, com uma forca diante da embaixada com placas: “Para o Xá” e bandeiras estadunidenses sendo queimadas. O Xá estava nos Estados Unidos para tratamento médico devido ao seu câncer e o presidente estadunidense Jimmy Carter buscou resolver a crise por meio de negociações diplomáticas, que falharam constantemente e agravaram a crise diplomática entre os países, respingando na campanha de reeleição do democrata, que viu as suas intenções de voto derreterem à medida que a pressão doméstica pela libertação dos reféns aumentava e o seu governo apresentava incapacidade de resolver o impasse.


O Irã passa a se recusar a vender petróleo para os Estados Unidos que, em resposta, decreta o embargo de bens de consumo e congela os ativos iranianos nos EUA. Em abril de 1980, Jimmy Carter rompe as relações diplomáticas entre os países e impõe um embargo comercial. Em uma tentativa de resgatar os reféns estadunidenses, as forças especiais estadunidenses colocam em prática a operação “Eagle Claw” (“Garra de Águia”) em 25 de abril de 1980.
A operação afunda em tempestades de areia no deserto iraniano e problemas mecânicos provocam o seu cancelamento. Três helicópteros param de funcionar, e um quarto cai, matando oito soldados estadunidenses, sendo mais um desdobramento da crise explorada pelo então candidato à presidência dos Estados Unidos, o republicano Ronald Reagan. O aiatolá Khomeini considera o episódio como um castigo divino.


Em agosto de 1980, o ex-xá morre em decorrência de um câncer. Já em setembro, o aiatolá Khomeini estabelece quatro condições para a libertação dos reféns: a devolução das propriedades do ex-xá, o desbloqueio dos ativos iranianos nos Estados Unidos, o comprometimento dos Estados Unidos de não processar ou buscar indenizações em nome dos reféns e o respeito à não interferência nos assuntos iranianos.
Após longas e intensas negociações secretas mediadas pelo o governo da Argélia, os países chegaram a um acordo em 19 de janeiro de 1981 e os Estados Unidos, sob o governo de transição do presidente eleito Ronald Reagan, concordaram em liberar os ativos iranianos e se comprometeram a não processar o Irã. Por sua vez, o Irã concordou em libertar os 52 reféns e permitir que eles deixassem o país.

Após 444 dias desde o início da invasão, os reféns foram transportados para fora do Irã em um avião da Marinha dos Estados Unidos, quase imediatamente após a posse de Ronald Reagan como presidente, em 20 de janeiro de 1981. Já a antiga representação estadunidense em Teerã foi rebatizada como “ninho de espiões” e foi transformada em um museu que exibe os crimes de Washington contra o Irã, como o golpe de Estado perpetrado contra o Primeiro-Ministro democraticamente eleito Mohammed Mossadegh em 1953.

Referências
Há 60 anos, golpe derrubava premiê iraniano Mohamed Mossadegh – DW – 19/08/2013
O que foi a Revolução Islâmica no Irã?
Irã: Da Revolução de 1979 à teocracia
Revolução Iraniana: Do Xá ao Aiatolá – Uma Transformação Histórica
Les 40 ans de la révolution en Iran : les mois qui ont fait basculer le règne du chah
Como foi a Revolução de 1979 que instituiu regime dos aiatolás no Irã | CNN Brasil
Revolução Iraniana: motivos, líder, como acabou – História do Mundo
A tragédia num cinema que serviu de faísca para à Revolução Islâmica no Irão – C7nema.net
Há 40 anos teve início a longa crise dos reféns americanos no Irã – ISTOÉ Independente
Invasão da Embaixada Americana no Irã: 444 Dias de Tensão
40 anos do ataque à Embaixada dos EUA em Teerã, em imagens | Fotos | Fotos | EL PAÍS Brasil
O que foi a Revolução Islâmica no Irã?
https://poetryinvoice.ca/read/poems/my-country-i-will-build-you-again
https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/eua-ja-derrubaram-um-governo-do-ira-antes-relembre
https://www.britannica.com/topic/Pahlavi-dynasty
https://www.iranintl.com/en/202208058654
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