Velha Nova Europa: Entre o Medo do Outro, o Nacionalismo e a Extrema Direita
Por Enrico Spinelli e Carolina Astúa
Este artigo é resultado de trabalho coletivo. Todos os autores contribuíram igualmente.
Panorama Geral
Aumento do protecionismo econômico, arrocho com as políticas migratórias, ascensão de partidos eurocéticos, corridas armamentistas, revoltas populares anti-imigração e anti-turismo; todos exemplos de inquietações que a Europa se depara nos dias atuais e não podem ser ignoradas. A cada dia que passa, torna-se mais difícil negar a crise do multilateralismo que o mundo enfrenta. O Velho Continente – berço das consideradas maiores potências históricas — passa por problemas que, invariavelmente, afetam toda a teia econômica e política do globo, estremecendo regimes democráticos, elevando tensões diplomáticas entre nações, aumentando o estresse entre comunidades, conflitos religiosos, entre outras consequências fruto de uma ascendente intolerância europeia.
Ao analisarmos alguns países membros da União Europeia (UE), podemos perceber um comportamento comum entre todos: a radicalização do processo político incentivada pelo fortalecimento de partidos de extrema direita com retóricas anti-imigração. Os maiores exemplos são a Alemanha, com a Alternativa para a Alemanha (AfD), a França, com a Reunião Nacional (RN), e Portugal, com o Chega. Na Alemanha e em Portugal, esses partidos já são os segundos mais votados e com a segunda maior presença no parlamento (IPU PARLINE, 2025, ONLINE). No caso da França, o RN se destaca como partido com mais cadeiras na Assembleia Nacional (IPU PARLINE, 2024, ONLINE).
Revisitação Histórico-Teórica
“Extrema direita” é definido de diversas maneiras e por múltiplos autores, não existindo uma definição consensual exata para o termo, o que decorre do fato de não ser apenas usado para fins científicos, mas também para fins políticos (MUDDE, 2000). Sob esse viés, em seu livro, o cientista político põe em discussão as perspectivas dos autores influentes no meio acadêmico, delimitando uma definição amplamente aceita de “extrema direita” como: “um termo coletivo para disposições e tentativas anti-democráticas que são tradicionalmente posicionadas na “extrema-direita” do “espectro esquerda-direita”. Para este artigo, tal definição está implícita no emprego do termo.
Sendo assim, “extrema direita”, assim chamada a posição política localizada em uma das alas radicais do espectro político, total oposto da “extrema esquerda” (MUDDE, 2000), é caracterizada por um complexo arranjo de ideologias que remontam uma ordem social hierarquizada, pautada em torno de uma figura central, forte e autoritária, defensora da identidade nacional, preservadora das tradições, e exaltadora da nação a partir do desprezo para com as demais. Nessa perspectiva, o espírito pautado no “nós” – nação – contra o “eles” — outras nações — se sustenta pela instrumentalização da discriminação aos que não integram tal nação por características físicas, religiosas, sociais e econômicas. Por isso, os discursos extremistas são voltados à demonização do estrangeiro ou de um grupo étnico minoritário nacional a partir de argumentos nacionalistas, racistas, reacionários, xenofóbicos, intolerantes quanto à religião, entre outras discriminações. O sustentáculo do extremismo é a existência de um inimigo, seja ele interno ou externo, ao passo que a nação é engrandecida.
Em uma análise mais profunda, destaca-se como, após 1870, uma nova geração de pensadores redescobriu a importância dos sentimentos — “elementos irracionais” — de uma comunidade na manutenção da estrutura e da ordem social (HOBSBAWM E RANGER, 1983). À luz desse período, o apelo demagógico tornou-se indispensável para centralizar as diferentes comunidades de um território e transformá-las em uma nação (HOBSBAWM E RANGER, 1983). A exemplo, antes de 1871, o povo alemão não tinha definição, e a sua relação com o novo império era apenas simbólica ou ideológica. A escolha dos judeus como inimigos internos oferecia um apelo capaz de mobilizar grandes massas das classes mais baixas contra o liberalismo capitalista, do qual sentiam-se ameaçados, sob a “bandeira da nação”. Não à toa, a demonização dos judeus, utilizada para a criação da nação alemã, criou um cenário ideal, menos de um século depois, para o uso dessa retórica por Hitler na obtenção do apoio popular.
Ademais, a invenção de cerimônias públicas e a produção em massa de monumentos passaram a ser usadas para criar vínculos visíveis entre o governante e a nação. O uso de símbolos como bandeiras, gestos, uniformes, imagens que personificam a luta do povo, hinos, entre outros aproximam o povo da ideologia do estadista. Dessa maneira, cria-se uma identidade nacional que coloca o povo como participante ativo do progresso feito pelo Estado, o que legitima as ações do governante, o qual, por sua vez, se apoia no senso de pertencimento disseminado pela sociedade.
Em conformidade com as ideias trazidas por Hobsbawm e Ranger em 1983, nota-se que os regimes autoritários no entre guerras do século XX, precursores do posicionamento político de extrema-direita, se aproveitaram das estratégias desenvolvidas pelos Estados europeus — a favor da criação de identidades nacionais no final do século XIX — para criar sistemas políticos nacionalistas autoritários com forte apelo popular. Tanto o fascismo e o nazismo, quanto o franquismo e o salazarismo criaram bandeiras, hinos e festividades associadas ao regime, se apoiaram nas forças armadas e na criação de inimigos internos e externos, e fundaram suas imagens com base em gestos característicos. Como exemplo, é possível citar o anticomunismo como um tópico comum a todas essas ditaduras.
A “ameaça comunista” foi instrumentalizada por essas lideranças para criar um ambiente de desconfiança e medo generalizado que “só poderia ser superado no apoio ao líder”. Dessa forma, os discursos exagerados de uma figura autoritária não pareciam absurdos. Pelo contrário, estabeleceram no imaginário popular a segregação nítida entre nacionais e inimigos: quem não apoia o regime é inimigo. Não é necessário fugir muito da realidade brasileira para notar os efeitos da criação de um inimigo interno para justificar um governo autoritário. Vargas, de 1935 a 1937, governou o Brasil por decretos com amplo apoio popular sob a justificativa de proteger o povo brasileiro da “infiltração comunista”. Como resultado, nota-se que a rotulação de “comunista” é pejorativa até os dias atuais, sendo muito usada para desmoralizar políticos com viés mais à esquerda do espectro político.
Portanto, é possível perceber que as raízes das ideologias da extrema-direita remontam ao final do século XIX, momento de consolidação da ideia de nação e nacionalismo. Para que tal construção fosse possível, os governantes realizaram os ditos apelos demagógicos, atrelados aos monumentos públicos e simbologias. Todas essas ações diferenciaram as nações e, assim, forjam tradições únicas que representam o povo — a nação — de cada Estado. A partir disso, os líderes extremistas que ascenderam no entre guerras do século XX o fizeram por meio dos mesmos artifícios. Utilizando de novas simbologias e retomando outras já presentes no cerne da nação, sempre representantes da ideologia pela qual se deveria lutar.
Em um cenário onde o comando de múltiplos países europeus estava centralizado nas mãos de líderes de extrema-direita, o mundo presenciou diversas guerras, como a Segunda Guerra Mundial, genocídios, mortes em padrão fabril, desenvolvimento de armas de destruição em massa, entre tantas outras tragédias irreparáveis que transformaram o modo de viver da época e que reverberam ainda hoje. Por esse motivo, diversos mecanismos governamentais nacionais e internacionais foram criados para dificultar a retomada do poder dos países europeus por partidos extremistas. Entretanto, esses mesmos mecanismos que permitiram a estabilidade da democracia no pós Segunda Guerra até o início do século XXI têm se tornado cada vez mais ambíguos e criticados por uma juventude que não viveu o passado trágico. Assim, põem-se em questionamento como as democracias europeias, renomadas por seu vigor, vem sendo redesenhadas.
Guinada Extremista Contemporânea e Possibilidade de Freio
Hoje, a atuação dos partidos extremistas é muito diferente da sua atuação nas décadas passadas, o que não exclui suas coincidências de raízes e o seu potencial de enfraquecimento democrático. Em comparação com o século anterior — quando governos autoritários ascenderam por meio de golpes militares — atualmente, os próprios candidatos eleitos nas urnas distorcem a estrutura democrática (LEVITSKY E ZIBLATT, 2018). Sob essa ótica, nota-se que os novos partidos extremistas utilizam das liberdades democráticas para expressar suas ideias, mesmo que seus atos e discursos apresentem discriminações e ódio implícito, já que estão protegidos pelos próprios mecanismos democráticos. Isso cria um paradoxo nas democracias modernas, uma vez que não há um momento característico que marque a transformação da democracia em uma ditadura e, dessa forma, seu colapso não é escancarado.
Partindo desse prisma, impedir a ascensão dos movimentos nacionalistas extremos da atualidade é uma tarefa árdua, mas não impossível. Em governos que buscam subverter a ordem democrática, ou em governos cuja oposição tenta realizar essa subversão — caso atual dos países europeus —, é desinteressante para o outro lado utilizar das mesmas estratégias anti-democráticas que seu adversário político pois afasta o apoio dos moderados e proporciona ao antagonista justificativas para arrochar a depravação da democracia.
Nesse caso, o governo receberia justificativas para reprimir e os movimentos extremistas receberiam argumentos de vitimização, assim angariando ainda mais apoio. Como exemplo, é possível citar a Colômbia sob a presidência de Álvaro Uribe (2002-2010) cujo governo deturpou princípios democráticos. Em resposta, a oposição utilizou de métodos democráticos — recorrendo às cortes e ao Congresso ao invés da guerra institucional —, o que dificultou que Uribe justificasse suas opressões e perseguições. Como resultado, a oposição saiu vencedora (LEVITSKY E ZIBLATT, 2018).
Traçando um paralelo com a atualidade, os países europeus têm buscado as vias democráticas para impedir a ascensão dos partidos de extrema-direita, embora isso não tenha sanado as incertezas quanto ao futuro em grande parte desses países. A criação de coalizões têm sido a principal estratégia dos europeus. Entretanto, algumas dessas alianças têm se mostrado fragmentadas e não suficientes para impedir o avanço da extrema-direita.
Na França e na Alemanha, as coalizões dos novos governos são grandes e envolvem partidos com muitas diferenças entre si. No caso de Portugal, a coalizão do primeiro-ministro Luís Montenegro segue com minoria no parlamento, e já recebeu sinalização do Partido Socialista — o principal partido de esquerda do país — de que não haverá aliança entre ambos, mostrando que a instabilidade política tende a continuar. Ademais, o governo já vem aderindo às propostas da ultradireita para se manter no poder. Por outro lado, na Finlândia e Suécia, países nórdicos cujos governos já são formados por coalizões que envolvem a extrema-direita, nota-se um avanço das coligações de centro-esquerda. Essas têm superado os atuais governos nas eleições para o Parlamento Europeu, mostrando que a via democrática para combater a subversão da democracia no longo prazo também é possível. Devido a fragilidade das coalizões de França, Alemanha e Portugal, esses países só conseguiram apresentar soluções de curto prazo por meio das vias democráticas.
Nesse sentido, a análise das eleições de 2024 do Parlamento Europeu ressalta a centralidade de tal pauta. Entre os grupos políticos da direita à extrema-direita, destaca-se (i) a permanência do Grupo dos Conservadores e Reformistas Europeus de 2019 para 2024, ainda com crescimento na participação parlamentar de 9,78% para 10,83%, (ii) a saída do Grupo de Identidade e Democracia, que compunha 6,95% dos deputados e (iii) a sua substituição por novos grupos. Os recém-formados Patriotas pela Europa e Europa das Nações Soberanas, ainda mais extremistas da direita, compõem juntos 15,14% dos assentos no parlamento (PARLAMENTO EUROPEU, 2025). Paralelamente a tal ascensão, existe o perigo da normalização dos discursos e políticas autoritárias e supremacistas, há muito tempo enraizadas no continente.
O Lugar do Imigrante na Agenda Política e sua Condição de Vítima
Como posto anteriormente, os inimigos internos e externos necessários para justificar os argumentos de movimentos extremistas foram adaptados para a atual realidade europeia, sendo os árabes, africanos e os muçulmanos os alvos selecionados. Na década de 2010 a 2020, durante o governo de Angela Merkel na Alemanha, o país abriu suas portas com diversas políticas pró-migração, recebendo milhões de migrantes e refugiados. Entre eles, destacam-se os sírios no contexto da erupção da Guerra Civil de 2015. A resposta da sociedade europeia, entretanto, foi de repúdio a essa nova massa, sendo tal sentimento instrumentalizado pela AfD — partido que ganhou força justamente com retóricas anti-imigração e, desde então, segue como uma poderosa força extremista no continente. A partir dessas políticas, atreladas aos conflitos na África, no próprio Oriente Médio, e das crises econômicas na América do Sul, os fluxos migratórios rumo ao Velho Continente se intensificaram, e os cidadãos europeus passaram a viver em uma realidade cada vez mais multicultural — e historicamente pouco vivenciada por eles quando comparado a demais países.
A partir disso, evidencia-se uma cadeia de eventos que culminaram no extremismo generalizado contemporâneo, uma vez que o ressentimento social tomou conta da população europeia, alimentando a polarização na vida política. Anteriormente a esse processo, a mágoa social foi alimentada pela desaceleração da economia, desigualdade econômica, taxas crescentes de desemprego, diversidade étnica crescente, entre outros eventos que fizeram — e fazem — parte da nova vida na Europa. Entretanto, a causa dos problemas sociais e econômicos foi personificada na presença cada vez maior de migrantes, os quais apresentam, em sua maioria, fenótipos, religiões e culturas diferentes da população europeia.
Por conseguinte, isso se traduziu em forma de racismo e islamofobia, sendo, portanto, os negros, pardos e muçulmanos os grupos mais afetados. Os europeus foram os grandes colonizadores das regiões árabe-islâmicas, de forma que o estereótipo do muçulmano como atrasado e selvagem foi enraizado ao longo dos séculos, o que contribuiu para a escolha desses grupos como inimigos e a sua mobilização nos discursos atuais para angariar apoio entre os conservadores e a nova geração por parte dos movimentos extremistas.
Tradução na Realidade
Ao definirmos pardos, negros e islâmicos como os grupos considerados inimigos pela retórica extremista, é necessário analisar como esses grupos são marginalizados no dia a dia e como eles respondem a essa marginalização. Ao correr dos últimos anos, é possível perceber um acirramento da tensão entre a comunidade conservadora europeia — que se alimenta do movimento antijihadista — e a comunidade islâmica, resultando em constantes manifestações e um crescente número de ataques terroristas (120 apenas em 2023). Atentados às mesquitas, igrejas, escolas, e outros espaços têm se tornado mais comuns do que em anos anteriores — 28 ataques em 2022 e 18 em 2021 (PARLAMENTO EUROPEU, 2025).
Um caso emblemático foi o ataque terrorista à sede do Charlie Hebdo, jornal satírico francês, em 2015, que após publicações ironizando e insultando o mundo árabe e a religião islâmica, foi atacado por dois irmãos franceses muçulmanos, o que também contribuiu para o arraigamento do estereótipo árabe e para o tensionamento entre as comunidades. Além disso, as discriminações diárias levam vários migrantes a retornarem aos seus países de origem ou procurarem outros para morar. Um a cada quatro imigrantes querem ir embora da Alemanha. Paralelamente, na França observa-se um fenômeno chamado de “Êxodo Silencioso”, que marca o retorno de jovens franceses à África devido ao racismo e outras discriminações sofridas e a pressão dos influentes discursos nacionalistas e anti-imigração. A vontade de sair da Europa não se dá apenas pelo preconceito sofrido, mas pela alta burocracia de entrada e permanência em vários desses países, tal como ocorre na Dinamarca, que adotou fortes medidas constitucionais que limitam a imigração e a cidadania.
É possível identificar assim, na Europa, um avanço pungente dos discursos e ações de retaliação por parte dos governos e do povo dos países anfitriões que vem, gradualmente, enfraquecendo a democracia, sendo o caso húngaro um dos mais evidentes. Viktor Orbán, que ininterruptamente ocupa o cargo de primeiro-ministro desde 2010, lidera o partido conservador Fidesz e se posiciona entre os aliados da extrema direita na Europa — apoiado pelos Conservadores e Reformistas Europeus, Patriotas pela Europa e a Europa das Nações Soberanas. O premiê, além de tomar medidas conservadoras que permitiram centralidade e autonomia de seu governo ao longo da última quinzena, fundou sua carreira política pelo emprego da retórica nacionalista e xenofóbica.
Desse modo, o que é muitas vezes mascarado como só um discurso teórico — como sua afirmação de 2022 “Nós [húngaros] não somos uma raça mista… e não queremos nos tornar uma raça mista” — tem se refletido na prática. Com medidas graduais, como a construção de um muro na fronteira sul desde 2015, manifestações públicas preconceituosas, proibição da parada e outras expressões comemorativas do orgulho LGBTQ+, entre outros, a democracia na Hungria tem morrido. Seguindo o novo padrão de distorção democrática, o país saiu de um índice de liberdade — formulado pela Freedom House em uma escala de 0 a 100 — de 88 em 2013 para apenas 65 em 2024. Hoje, apresenta um dos governos mais instáveis e criticados da Europa.
Tal padrão já se repete em demais países, como a Polônia, e tende a se disseminar cada vez mais conforme o discurso extremista e preconceituoso é isento de responsabilidade, naturalizado e até incentivado. Da mesma forma, partidos que se alimentam e atingem as massas por meio dessas retóricas também encontram um cenário fértil para crescimento sem necessidade de projetos políticos substanciosos que busquem a resolução de problemas compartilhados mundialmente por vias diplomáticas. Ao invés da identificação e combate conjunto às raízes das crises migratórias, por exemplo, alastra-se um posicionamento individualista e nacionalista — que já marcou a história da humanidade drasticamente em seu passado — com uma nova roupagem que mascara o desgaste dos pilares democráticos.
Referências
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